vaga a noite;
noite vaga
no escuro
do umbral.
Baixa a voz;
cabeça baixa
doce gesto
angelical.
Ouça o silencio;
silencia a alma
no deleite
carnal.
Dorme em paz;
deita e faz
memorável
o final.
sexta-feira, janeiro 10, 2014
sexta-feira, janeiro 03, 2014
Tradução
Pelas minhas
curvas imperfeitas suas mãos deslizavam,
Levando-me à
completa perdição, ao completo devaneio.
Suas mãos traduziam
meu limite, que antes nunca havia sido revelado.
Corriam em toques
suaves, na mais completa brandura.
Meu mundo se
misturava com os delírios do amor,
Meu sustento era a
droga alucinógena da sua paixão.
O que me fazias
sentir era como magia.
Seus beijos, tão
doces e macios,
Passavam por cada
uma de minhas dobras,
Deixavam vestígios
de ternura, idolatria e paixão.
E eu, em minha
vergonha, deixei-me levar pelo seu suplicante ardor,
Não podia reagir
ou resistir às suas caricias.
Meus sentidos não
se sujeitavam mais a mim, deixei-me dominar por seus sussurros.
Palavras mudas que
me exaltavam em uma inocente malícia.
Assim, somente
você desvendara o que de mais secreto e único havia em mim.
Só você até então,
viste meus mistérios.
Só você me deixou
leve e indefesa como uma libélula.
Você, portanto, me
deixou inteiramente traduzida.
sexta-feira, novembro 29, 2013
Soneto
Banhados pelo brilho rasante
de um sol de milhões de megatons;
Dominados por um mero instante
pela nuance de melódicos sons.
Pelo rastro claro de um vetor
Desperta-me do profundo estupor.
Através da densa selva de rostos
num sutil relance de descuido
dois pares de olhos atentos
ao brilho intenso e profundo.
Toda sensibilidade feminina
Pronta a me rasgar a retina.
À beleza destes cabelos anelados
dedico esses versos desajeitados.
de um sol de milhões de megatons;
Dominados por um mero instante
pela nuance de melódicos sons.
Pelo rastro claro de um vetor
Desperta-me do profundo estupor.
Através da densa selva de rostos
num sutil relance de descuido
dois pares de olhos atentos
ao brilho intenso e profundo.
Toda sensibilidade feminina
Pronta a me rasgar a retina.
À beleza destes cabelos anelados
dedico esses versos desajeitados.
quarta-feira, setembro 18, 2013
Dias mais;
dias menos.
Tanto faz
mais ou menos.
Pedes paz
eu, veneno.
Queres beijos;
mais gracejos;
seus desejos.
Meus sinceros
bocejos.
Conversa vazia;
Frias palavras.
Seu rosto trazia
tristezas. Das raras.
Enquanto eu dormia,
em lagrimas estavas.
Insônia, letargia.
Demencia, narcolepsia.
Câncer, alergia.
Seus longos ataques
de histeria.
Hoje, vais.
Eu, asceno.
Tanto faz;
Corte ameno.
Tive paz.
Tu, veneno.
dias menos.
Tanto faz
mais ou menos.
Pedes paz
eu, veneno.
Queres beijos;
mais gracejos;
seus desejos.
Meus sinceros
bocejos.
Conversa vazia;
Frias palavras.
Seu rosto trazia
tristezas. Das raras.
Enquanto eu dormia,
em lagrimas estavas.
Insônia, letargia.
Demencia, narcolepsia.
Câncer, alergia.
Seus longos ataques
de histeria.
Hoje, vais.
Eu, asceno.
Tanto faz;
Corte ameno.
Tive paz.
Tu, veneno.
sexta-feira, junho 21, 2013
My Bar
The bar
the lights
my silent sighs
are not enough to fill my heart
We drink, in vain,
another strain,
to stop the flow
of all our thoughts
Anonymous we are in night
the lonely ones
the incontent
we watch the laughs
of other ones we wish were ours
those happy hearts
the lights
my silent sighs
are not enough to fill my heart
We drink, in vain,
another strain,
to stop the flow
of all our thoughts
Anonymous we are in night
the lonely ones
the incontent
we watch the laughs
of other ones we wish were ours
those happy hearts
domingo, junho 09, 2013
Obsessão
Seus estranhos modos
permaneciam rudemente escondidos.
Quase um incontrolável sentimento,
gentilmente oprimido.
Zunindo alto rumo seus
ofegantes bloqueios.
Resistindo, exaustivamente.
Sem exageros, uma bomba!
Esperando letargicamente.
Obsessivamente contido.
Odiosamente reprimido
pelo orgulho.
Resista o quanto puder...
sábado, junho 01, 2013
Floresta Negra
“Abrindo caminho
em meio aos arboredos
caminha sozinho
ele, e seus medos
neste trajeto,
estará o fim perto?”
“Veja como anda sôfrego
O homem na floresta.
Parece estar cego
Fugindo daquilo
que detesta.
O vento agita as folhas
Que caem de velhas.”
“Desconhecido caminho
Eu ando
indeciso
No chão em que eu piso
E sequer
adivinho
Para onde
estou indo
E se deveras
sou bem-vindo”
“Caminhe, jovem
viajante
Caminhe pois é longo o caminho.
O que lhe
aguarda adiante
É protegido por espinhos.
Até lá, admire com clareza
Da floresta, a
beleza.”
“Será que vale a pena
Todo esse
andar?
Dizeis que
espinhos há
Vão eles me matar?
Há monstros nesta trilha
Que todos
chamam vida?”
domingo, abril 28, 2013
Amigo poeta
Amigo poeta
de vida discreta
tens de viver
tendes a ver
belas palavras
em meio a várzeas
porém para tanto
é que eu sempre ando
e te digo agora
vá mundo afora!
Sai a bailar
admire o luar
sai pra dançar
ou senão pra falar
faça outras coisas
diferentes escolhas
admire gotas
de água em poças
fala com gente
Vá em frente!
de vida discreta
tens de viver
tendes a ver
belas palavras
em meio a várzeas
porém para tanto
é que eu sempre ando
e te digo agora
vá mundo afora!
Sai a bailar
admire o luar
sai pra dançar
ou senão pra falar
faça outras coisas
diferentes escolhas
admire gotas
de água em poças
fala com gente
Vá em frente!
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praças e nadas.
sexta-feira, abril 26, 2013
Declive
Descontrole-se por um instante;
O ínfimo suspiro da eternidade;
Um trajeto cruel e inconstante;
O grito de desespero da vaidade.
Percorra calado, o declive.
De olhos fechados, inclusive.
Não seria este, o momento?
Aquele pelo qual tanto espera.
Pois então corra, como o vento.
O que à sua bela ideia dilacera
é simplesmente o seu medo.
Desça enquanto ainda é cedo.
Mas como assim você não pode?
Será algum rastro de pudor?
Logo será por demais tarde.
Anda! Desperte desse torpor.
Ou será isso afinal. O que aguarda?
Terminar feito gado de engorda?
Rá! Agora tudo soa mais claro.
O que falta desta vez? Uma carruagem?
Veja como mais pareces um escarro
em plena adoração da própria imagem.
Diante do caminho sempre percorrido
minha presença causa-lhe alarido.
Fuja já, criatura desesperada.
Desça até o fundo, o seu declive.
O destino de sua estúpida jornada
é a morte de tudo o que ainda vive.
Mas é claro que isso não importa.
"Temos diversão à nossa porta".
sexta-feira, abril 19, 2013
Olhar
Admirada, a noite vaga por seus olhos
e neles se reflete, como em belos espelhos.
De contemplar seu magnífico olhar azulado
sinto-me verdadeiramente agraciado.
Mas que fiquem de lado minhas sensações.
Preparo pra ti saborosas diversões.
Já estás sorrindo, com tanta graça.
O que é, afinal, a razão dessa peça.
E como nas palavras tudo é possível
que se faça vivo pra ti o incrível.
Que da terra brotem rosas douradas
cercadas por belas ninfas aladas.
De fogos fátuos o céu se colora;
Tornando mais belas a noite e a aurora.
Que das águas se ouça o canto de sereias.
A tudo isso e ainda mais, tu saboreias.
Vapores se distinguem por aquela fenda:
Se transmutam em todo tipo de forma elevada.
Veja bem! Deuses, e dos mais diversos!
Desde os bons, até os mais perversos.
Daquele bosque lhe saúdam, os animais
em dóceis gracejos, não muito formais.
E agora, todos presentes na cena
à uma só voz, cândida e serena:
"Que nesse dia se celebre
de todo ano, o dia mais alegre."
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