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sábado, junho 28, 2014

Lua

Em posse de sua atenção
A lua, na portela
já não sente solidão.
É a mesma lua, na viela;
que de certo, sem razão;
Sem o pudor que havia nela
Põe pra longe a escuridão.
Vê Luana, na janela,
E se ilumina de emoção.
Ergue a moça, com cautela,
Que aos poucos sai do chão.

Que beleza mais singela
Ver Luana, na janela,
com a lua em comunhão.

sexta-feira, novembro 29, 2013

Soneto

Banhados pelo brilho rasante
de um sol de milhões de megatons;
Dominados por um mero instante
pela nuance de melódicos sons.
Pelo rastro claro de um vetor
Desperta-me do profundo estupor.

Através da densa selva de rostos
num sutil relance de descuido
dois pares de olhos atentos
ao brilho intenso e profundo.
Toda sensibilidade feminina
Pronta a me rasgar a retina.

À beleza destes cabelos anelados
dedico esses versos desajeitados.